segunda-feira, 15 de maio de 2017

Instruções para o trabalho do segundo bimestre


O trabalho do segundo bimestre pretende introduzi-los à descrição de dados. O que vem abaixo é um conjunto de instruções para a realização da tarefa.

Proposta


O trabalho consiste na descrição de dados que tenham repercutido na mídia brasileira recente, a partir de estudos do IBGE. Trata-se da principal organização produtora de informações estatísticas no Brasil. O trabalho será realizado em grupos, definidos aleatoriamente pelo professor.

Organização dos grupos


Os grupos para a realização deste trabalho contarão entre seis a oito pessoas, escolhidas pelo professor.

Todos os integrantes do grupo devem necessariamente estar matriculados na mesma turma.

Tema de trabalho


No dia 19 de maio, publicarei no Blog os temas com os quais os grupos deverão trabalhar. O que repassarei são notícias veiculadas na mídia a partir de dados do IBGE. Encontrar a fonte original de dados é parte de seu trabalho. Notícias geralmente dão descrições parciais e superficiais de dados, assim que sua tarefa será, entre outros, tornar mais completa a descrição.

Roteiro


Todo trabalho deve conter pelo menos as seguintes partes, não necessariamente nessa ordem ou discriminadas tal qual o fiz abaixo:

1. Introdução
1.1. Apresentação da temática e de sua relevância
1.2. Apresentação do contexto em que dados que você trabalhou foram reportados na mídia e do impacto que tiveram
1.3. Eventuais questões que dados suscitam

2. Identificação de dados
2.1. Descrição da metodologia utilizada para a coleta dos dados
2.2. Análise de pontos fortes e fracos da metodologia de coleta de dados

3. Apresentação de variáveis
3.1. O que a pesquisa pretende avaliar
3.2. Quais as variáveis utilizadas, de que tipo de variáveis se trata
3.2. Em que medida as variáveis que são utilizadas dão conta de avaliar aquilo que se pretendia avaliar

4. Apresentação dos dados
4.1. Visualização dos dados em tabela
4.2. Descrição dos dados apresentados na tabela
4.2. Visualização dos dados por meio de infográficos
4.3. Descrição dos dados em infográficos

5. Avaliação
5.1. Discussão de impactos eventuais dos dados
5.2. Proposta de eventuais políticas que pudessem ter impacto nos dados
5.3. Levantamento sobre análises na mídia sobre esses dados (se houver)
5.4 Avaliação crítica de como os dados foram bem ou mal descritos na mídia, indicando exemplos de problemas de descrição (se houver)

6. Conclusão
6.1. Resumo do que foi realizado nas outras etapas do trabalho
6.2. Comentário sobre relação entre os dados descritos e as perspectivas democráticas no Brasil (a partir de leituras que foram desenvolvidas no segundo bimestre)

Divisão de tarefas


A divisão das tarefas dentro do grupo fica a critério do grupo, mas é exigido que, na entrega do trabalho, esteja discriminado o que cada estudante realizou no trabalho. Essa explanação deve ter pelo menos um parágrafo por estudante.

Formato


O trabalho deve conter no máximo dez páginas. Não contam nessas dez páginas a capa, a bibliografia e o documento que descreve a divisão de tarefas -- esses três elementos são obrigatórios no trabalho. Todos os elementos do trabalho devem ser realizados de acordo com a ABNT.

Não serão aceitos em hipótese alguma trabalhos maiores do que o limite estipulado acima. Lembrem-se que a síntese é uma qualidade acadêmica.

A fonte a ser usada é Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples. Siga as regras da ABNT no resto da formatação.

Prazo de entrega e nota

O prazo máximo de entrega do trabalho é 14 de junho, tanto para quem for do matutino quanto para quem for do noturno. Trabalhos poderão ser entregues em sala de aula ou na sala dos professores, ou diretamente comigo ou com um dos funcionários responsáveis pelo atendimento na sala dos professores. 

Não serão aceitos trabalhos fora do prazo, em qualquer hipótese. Recomenda-se vivamente que tenham concluído e enviado os trabalhos antes do prazo máximo, até para evitar estarem sobrecarregados no contexto da semana de provas.

A entrega do trabalho deve impreterivelmente ser feita em versão impressa. Não serão aceitos trabalhos enviados por correio eletrônico.

A prova será nos dias 21 e 23 de junho. A prova vale 2,5 dos 10 pontos máximos a serem atribuídos neste bimestre. A prova segue de modo geral o formato da do primeiro bimestre.

Nos dias 31/5 e 2/6, o período das aulas será utilizado para que os grupos discutam entre eles a realização do trabalho. Dúvidas poderão ser tiradas comigo na ocasião. É aliás o último momento em que tirarei dúvidas sobre o trabalho, portanto venham preparados: reúnam-se e pensem antes desse encontro sobre as várias etapas do trabalho, pesquisem de antemão o caso que lhes coube, dividam responsabilidades etc.

A nota levará em conta o empenho e a seriedade na realização da tarefa, mais do que propriamente a apresentação de conclusões ambiciosas. Por ser um trabalho de descrição de dados, não se espera propriamente que os estudantes realizem uma análise aprofundada dos dados. A nota levará tanto em conta a qualidade do trabalho como peça coesa e bem acabada coletivamente quanto a contribuição individual, avaliada a partir do documento de descrição que entregarão.

A revisão de português é imprescindível. Erros de português poderão levar a uma redução de até 1,5 ponto na nota.

No roteiro apresentado acima cada parte equivale um ponto. No total, a nota máxima atribuída neste trabalho é 7,5 sobre 7,5.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Segunda leitura do segundo bimestre

A segunda leitura sobre democracia aborda os dilemas específicos que a disputa pelo voto em competições livres pelo governo colocam para partidos de esquerda, especialmente socialistas e comunistas. O autor do artigo, o cientista político Adam Przeworski, tem uma obra vastíssima, em que reúne preocupações de esquerda com métodos avançados de ciência política.

O texto que leremos, "A social-democracia como fenômeno histórico", está disponível no link abaixo:

http://www.scielo.br/pdf/ln/n15/a04n15.pdf

Estamos trabalhando especificamente o conteúdo das páginas 41 a 64, mas recomendo vivamente que leiam o artigo completamente. Uma obra-prima da ciência política!

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Primeira leitura do segundo bimestre

A leitura de trechos de Capitalismo, socialismo e democracia, de Joseph Schumpeter, abre nossa seção do curso sobre democracia. Trata-se de um texto clássico, de um autor que de certo modo fundou ou pelo menos encorpou uma tradição de estudos sobre democracia, que poderíamos chamar de "elitista", numa linha conservadora bastante influenciada por Max Weber. Schumpeter foi um dos principais economistas do fim do século XIX e início do século XX, com escritos fundamentais sobre organizações políticas, inovação tecnológica, desenvolvimento e economia política. Esteve envolvido em grandes polêmicas com pensadores da tradição marxista, sempre de maneira respeitosa, sabendo reconhecer, mesmo criticamente, os fundamentos da argumentação das pessoas com quem debatia.
O trecho que selecionei para nossa leitura é forçosamente "datado", com alguns comentários sobre natureza humana que, para nós, "os de hoje", parecem sem sentido e erradas -- e provavelmente o são. Mas espero que consigam tirar da leitura aquilo que realmente importa, reconhecendo o fundamento daquilo que diz sobre o funcionamento das democracias nas sociedades modernas. É uma leitura no geral sombria, pessimista, mas muito "realista".
Na leitura, vejam os elementos com os quais ele descreve o que chama de teoria clássica da democracia e anotem os elementos principais da definição schumpeteriana, que será nosso ponto de partida para falar de democracia hoje em dia.

Joseph Schumpeter, em foto de 1940. Fonte: Wikimedia Commons.

Por favor, leiam os capítulos "A doutrina clássica da democracia" e "Mais uma teoria da democracia", respectivamente os capítulos 21 (seções 1, 2 e 3) e 22 (seção 1), na parte IV, de Capitalismo, socialismo e democracia. O livro está disponível integralmente no link abaixo (e recomendo que, além dos trechos obrigatórios, leiam o máximo que puderem, pois é realmente um autor de uma clareza impressionante):

http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2013/01/Capitalismo-socialismo-e-democracia-Joseph-A.-Schumpeter.pdf

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Aviso sobre a prova do matutino

Bom dia! Seguindo orientação da Coordenadoria de Jornalismo, comunico que a data da prova para as turmas da manhã foi alterada, sendo agora em 5 de maio. Aproveitem a semana a mais para estudar!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Slides da aula 6

Seguem os slides, aqui, da aula sobre a alternativa ao capitalismo na comparação entre a vertente clássica e a linha analítica contemporânea.

quinta-feira, 16 de março de 2017

domingo, 12 de março de 2017

Textos da aula 6

As duas próximas leituras dizem respeito à organização de configurações institucionais alternativas. A leitura clássica, a seção "Proletários e comunistas", em Manifesto Comunista, coloca a visão clássica sobre o socialismo. Basicamente, pode-se dizer que, enquanto Marx e Engels fizeram um diagnóstico muito específico do modo de funcionamento do capitalismo, abriram mão de uma análise mais detalhada da alternativa. O que importava mais em sua perspectiva era identificar as potencialidades da classe trabalhadora que segundo eles levaria ao desmantelamento do capitalismo e como se daria a articulação entre trabalhadores e organizadores políticos, os comunistas. A leitura de Erik Olin Wright é diferente. Ele diagnostica a existência de relações de poder e de troca econômica não capitalistas no capitalismo e sugere que a alternativa "socialista" ao capitalismo depende em parte do empoderamento desses nichos alternativos dentro do capitalismo. Coloco o termo "socialismo" entre aspas, pois Wright tem uma definição própria do conceito, que tem marcadas diferenças com a noção clássica, que encontramos em Marx e Engels.

-- a seção "Proletários e comunistas", de Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels;
-- "Alternativas dentro e além do capitalismo: rumo a um socialismo social", de Erik Olin Wright, publicado na revista Teoria & Pesquisa e disponível aqui.



O sociólogo Erik Olin Wright em conferência na Alemanha. Fonte: Fundação Rosa Luxemburgo


Em relação ao texto do Marx e do Engels, copio aquilo que disse na primeira vez que lemos texto desses autores.

A edição sugerida do Manifesto Comunista é a da Boitempo Editorial, organizada por Osvaldo Coggiola e traduzida por Álvaro Pina, originalmente publicada em 1998, com várias reimpressões. O livro pode ser adquirido aqui. O Manifesto Comunista é um livro clássico, de fundamental importância na tradição intelectual ocidental, e recomendo a compra da edição da Boitempo Editorial por ser uma versão cuidadosa e trazer textos de apoio úteis.
Para aqueles que preferirem não comprar o livro, há várias versões on-line em português, cuja qualidade não é garantida. Abaixo, três dessas versões.
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/manifestocomunista.pdf
http://www.pstu.org.br/sites/default/files/biblioteca/marx_engels_manifesto.pdf


http://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/

sexta-feira, 10 de março de 2017

segunda-feira, 6 de março de 2017

Slides da aula 3

Seguem os slides da aula 3, sobre a definição institucional do capitalismo, aqui. Desculpem a demora.

sábado, 4 de março de 2017

Textos da aula 5

Os textos para a aula sobre classes sociais e interesses materiais são possivelmente os mais difíceis com os quais trabalharemos no semestre. A noção de classe social é bastante controversa e no texto de minha autoria há uma abordagem específica, baseada na ideia de que classes se sustentam de maneira relacional, tendo como chave analítica e definidora o conceito de exploração. O texto de Offe e Wiesenthal é uma leitura exigente; o fio norteador para nossa aula é entender por que trabalhadores e donos dos meios de produção (capitalistas) enfrentam dilemas e dificuldades diferentes no momento de agirem em defesa de seus interesses. Se entendermos isso, teremos conseguido "provar" a relevância da análise de classe para dar conta de interações e estratégias sociais.

-- Claus Offe e Helmut Wiesenthal, Duas lógicas da ação coletiva, disponível aqui. Só precisam ler p. 61-71.
-- João Alexandre Peschanski e Daniel Bin, "Classes sociais e mercado de trabalho", disponível aqui.

Claus Offe é um pensador instigante, autor de uma obra monumental, versando sobre teoria política. Além desse escrito de grande influência que lemos para a aula sobre o capitalismo, eventualmente o leremos também sobre o Estado e o poder. Há obras dele disponíveis na biblioteca e recomendo vivamente a leitura a quem quiser aprofundar-se sobre a maneira como as relações econômicas têm impacto na política, especialmente quando as relações econômicas não são carcomidas por corrupções e desvios.

Copio abaixo trechos de um artigo que comenta os argumentos principais de Offe e Wiesenthal, no texto que temos para ler. No fim dos trechos, há um último parágrafo de minha autoria. O autor do artigo é Alvaro Bianchi, professor de Ciência Política da Unicamp, em sua contribuição crítica ao debate sobre ações econômicas “Empresários e ação coletiva: notas para um enforque relativo” (Revista de Sociologia e Política 28, 2007):


[...] esses autores rejeitam uma “teoria geral da ação coletiva”, destacando a necessidade de diferenciar as lógicas próprias de cada grupo social. [...] Para além das semelhanças formais entre associações de empresas e sindicatos operários, esses autores procurarão apontar a diferenciação de classe específicas dos respectivos tipos de fatores input (o que precisa ser organizado) e a natureza dos outputs (condições de sucesso estratégico que precisam ser alcançadas no meio ambiente das organizações).
[...] O capital tem como necessidade combinar o trabalho e os bens de capital, a fim de produzir mais-valia. Ambos os elementos consistem em trabalho social, mas, enquanto um é o resultado de trabalho passado (“trabalho morto”), o outro é força de trabalho como potência presente. Combinar este último, que não é separável dos portadores da força de trabalho, com os demais “fatores de produção” consiste no problema fundamental com o qual o capitalista tem de lidar.
Tal diferença está no fato de que o trabalho pode ser feito somente pelo trabalhador, apesar de ele “pertencer”, legalmente, ao capitalista. Cada trabalhador controla somente uma unidade de força de trabalho que a vende sob condições de concorrência com outros trabalhadores que fazem o mesmo. A força de trabalho viva é simultaneamente viva e não divisível (possui uma individualidade insuperável, na medida em que é “possuída” e controlada por indivíduos discretos). O capital, por sua vez, compreende muitas unidades de trabalho “morto” sob um comando unificado. [...] Não podendo fundir-se, os trabalhadores, no máximo, conseguem associar-se para compensar parcialmente a vantagem de poder do capital. 
O que Offe e Wiesenthal mostram é que atores econômicos, dependendo de suas classes, podem ter diferentes qualidades – “essências”, segundo Bianchi –, o que afeta seus interesses e capacidades. Há problemas diferentes para capitalistas e trabalhadores na compreensão de seus interesses materiais. Para os capitalistas, os interesses são evidentes, “a necessidade [de] combinar o trabalho e os bens de capital, a fim de produzir mais-valia”. Todo cálculo racional dos capitalistas segue, portanto, esse único critério, a maximização da produção de mais-valia. No caso dos trabalhadores, que “possu[em] uma individualidade insuperável, na medida em que é ‘possuída’ e controlada por indivíduos discretos”, há uma miríade de interesses, na medida em que “cada trabalhador controla somente uma unidade de força de trabalho”, que é “simultaneamente viva e não divisível”, e os trabalhadores precisam desenvolver canais de comunicação para chegar à compreensão de seu interesse material como um coletivo. Os trabalhadores só conseguem agir, pelo menos inicialmente, quando superam o estágio do egoísmo e cooperam, estabelecem formas de solidariedade, dialogam. Do mesmo modo, as capacidades de luta de capitalistas e trabalhadores diferem: os primeiros precisam apenas mobilizar recursos financeiros para tentar maximizar seus interesses; os segundos precisam mobilizar pessoas, como o que ocorre em greves, o que cria toda sorte de dilemas variados, já que, em muitos casos, isso envolve riscos aos que participam de lutas em defesa dos interesses dos trabalhadores.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Textos da aula 4

Estão aqui as leituras para a aula sobre "A propriedade privada e a alternativa comuns". São três textos.

-- Yochai Benkler, "Saber comum: produção de materiais educacionais entre pares". Disponível aqui. Apenas as p. 13-19 e 27-33.
-- Luís Mauro Sá Martino, "A esfera pública conectada de Benkler". Disponível aqui.
-- João Alexandre Peschanski e Daniel Bin, "Origem do capitalismo e propriedade privada". Disponível aqui.

O Prof. Luís Mauro Sá Martino é da Faculdade Cásper Líbero e uma das principais influências acadêmicas em teoria da comunicação e análise de redes. Vale a pena dar uma olhada no perfil dele, escrito por estudantes de jornalismo, aqui. O texto que leem para esta aula é extraído de um livro recente e maravilhoso do Prof. Sá Martino, intitulado Teoria das mídias digitais – Linguagens, ambientes e redes -- é uma daquelas obras indispensáveis, cuja leitura na íntegra é quase obrigatória para qualquer estudante e profissional de comunicação, por oferecer um panorama sofisticado de várias correntes de análise contemporâneas sobre redes e comunicação. Confiram aqui uma resenha interessante sobre o livro.

Yochai Benkler é um dos principais teóricos da alternativa ao capitalismo. Seu principal livro, The Wealth of Networks (A riqueza das redes), tornou-se uma referência importante tanto nas ciências sociais quanto na produção econômica não capitalista, como o software livre.

Yochai Benkler, em 2007. Fonte: Joi Ito/Wikimedia Commons


Aqui vai o link para uma entrevista que ele concedeu em 2009 à revista Época:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT53938-15228,00.html

Aqui vai o link para uma palestra curta, no formato "TED talk", em inglês:
http://www.ted.com/speakers/yochai_benkler

Aqui vai o link para o livro The Wealth of Networks, em inglês, distribuído pelo próprio autor. A tradução para o português é feita de modo cooperativo, e o link também segue:
http://www.benkler.org/Benkler_Wealth_Of_Networks.pdf
http://cyber.law.harvard.edu/wealth_of_networks/A_Riqueza_das_Redes_-_Cap%C3%ADtulo_1

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Slides da aula 2

A aula de hoje, aqui, é uma reflexão introdutória sobre instituições, que nos oferece um arsenal teórico para entender o funcionamento do capitalismo. Nossa formulação inicial de regras de jogo e racionalidade serve de fio condutor de muito do material que veremos neste bimestre.

Leituras da aula 3

As leituras obrigatórias para 2-4 de março são:

-- a seção "Burgueses e proletários", de Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels; e
-- o capítulo "Capitalismo, uma definição", de Capitalismo, uma introdução (título provisório), de João Alexandre Peschanski e Daniel Bin. Disponível para download aqui. 

A edição sugerida do Manifesto Comunista é a da Boitempo Editorial, organizada por Osvaldo Coggiola e traduzida por Álvaro Pina, originalmente publicada em 1998, com várias reimpressões. O livro pode ser adquirido aqui. O Manifesto Comunista é um livro clássico, de fundamental importância na tradição intelectual ocidental, e recomendo a compra da edição da Boitempo Editorial por ser uma versão cuidadosa e trazer textos de apoio úteis. Nessa edição, a seção "Burgueses e proletários" vai da página 40 à 51. Vale notar que leremos boa parte dessa obra.

Para aqueles que preferirem não comprar o livro, há várias versões on-line em português, cuja qualidade não é garantida. Abaixo, três dessas versões.

http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/manifestocomunista.pdf
http://www.pstu.org.br/sites/default/files/biblioteca/marx_engels_manifesto.pdf
http://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/


Capa do Manifesto Comunista, de 1848. Fonte: Wikimedia Commons.


Abaixo, uma leitura complementar, para quem quiser se aprofundar sobre o Manifesto Comunista.

José Paulo Netto, "Elementos para uma leitura crítica do Manifesto Comunista", em Karl Marx e Friedrich Engels, Manifesto Comunista, São Paulo, Cortez Editora, 1998. Disponível aqui. 

José Paulo Netto é um dos principais estudiosos da tradição marxista no Brasil e apresenta na primeira parte desse ensaio o contexto histórico e político da redação do Manifesto Comunista. Marx e Engels escreveram esse documento como programa político da Liga dos Comunistas, originalmente publicado em 1848, quando eclode a Primavera dos Povos, um importante conjunto de manifestações operárias e urbanas que assolou a Europa por vários meses. O restante do ensaio apresenta principalmente as contribuições filosóficas e o arsenal teórico do Manifesto Comunista e, até pela temática abordada, é uma leitura difícil. O fim do ensaio discute o Manifesto sob um olhar contemporâneo, que, entre outros apontamentos, avalia o legado do texto clássico na situação atual do mundo do trabalho e da globalização. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Slides da aula 1

Seguem aqui os slides da primeira aula, de apresentação do curso e do professor.

Plano de aula de 2017

Bem-vindas e bem-vindos ao blog da disciplina de Ciência Política para o 3o ano de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero. Aqui, todo o material da disciplina será postado, com antecedência suficiente para que possam preparar-se. Isso inclui: leituras, slides de aula e outras mensagens, que -- espero -- as/os motivarão a mergulhar na compreensão aprofundada dos dilemas da vida social.

Todo o material estará disponível no meu servidor, numa plataforma chamada NeuroMat/Pydio. Podem confiar, por mais que, em alguns navegadores, possam eventualmente surgir mensagens de aviso de segurança.

Aqui vai o link para o plano de aula do primeiro semestre. Leiam atentamente esse documento, que resume o compromisso que vocês e eu estamos estabelecendo para o desenrolar da disciplina.

Algo que não coloquei no plano de aula, mas que fica registrado aqui: não respondo Inbox no Facebook sobre dúvidas em relação à aula, provas e afins.

Bom ano para nós!