Leituras, informações e curiosidades voltadas aos estudantes do curso de Ciência Política (Jornalismo) da Faculdade Cásper Líbero.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
Slides da aula de 28-9 de maio
Seguem os slides da aula de 28 de maio, aqui. Vimos o pensamento de Fernando H. Cardoso sobre a ditadura militar e sua capacidade de estabilidade. Na parte de dados, trabalhamos com as descrições de centro. Bom fim de semana!
domingo, 24 de maio de 2015
Temas para a realização do Projeto Bimestral -- Descrição de dados
Seguem os temas com os quais cada grupo vai trabalhar no Projeto Bimestral. Lembro que as instruções para o trabalho estão aqui.
O que vem abaixo é a listagem de grupos, de acordo com a turma, e, abaixo de cada grupo, o tema (que é um link) sobre o qual o grupo deve trabalhar. As matérias às vezes vão abordar mais de um tema, então foquem no tema que lhes foi designado.
Tomo a liberdade de que plágio em trabalho universitário é considerado indício de improbidade acadêmica. Se eu identificar alguma parte do trabalho como indevidamente copiada de outra fonte, a nota do trabalho (de todo o grupo) será zero (com eventual correção para uma nota justa, após investigação, daqueles que não tiverem responsabilidade) e comunicarei a Coordenadoria de Jornalismo para encaminhamentos administrativos. Para saber mais sobre plágio olhem a referência no plano de aula.
Publico os temas com um dia de antecedência para que consigamos -- se houver algum problema -- resolver tudo rápido, para que não percam tempo. Verifique que: (1) você está no grupo que me enviou; (2) o link que destinei a seu grupo abre sem problema. Não hesite em me escrever se houver algum problema -- como explicado nas instruções do trabalho, pessoas que não enviaram seus grupos a tempo fazem o trabalho individualmente.
Boa sorte!
3JOA
Grupo 1: André Cáceres, Bruna Meneguetti, Érica Carnevalli, Gabriella Aparecida, Joanna Cataldo, Marcel Rúbio, Octavio Milliet
Taxa de desocupação
Grupo 5: Amanda Martins, Júlia Ishikawa, Leticia Gerola, Natalia Sena, Vitória Vaccari, Geovana Mantovani
Produção industrial
Grupo 9: Marcela Araújo Attie, Marcos Vieira Ribeiro, Maria Carolina Rinaldi Venâncio, Rodolfo Paes Vicentini
Internet domiciliar
Grupo 13: Ana Beatriz, Beatriz Malheiros, Daniela Demori, Jennifer Detlinger, Marina Gabai, Mariana Nogueira, Mariane Monteiro
IPCA
Grupo 17: Ana Carolina Ferraz, Mariana Canhisares, Fábio Castro, José Felipe Adorno, Stephanie Vapsys, Natália Tomé Scalzaretto
Serviços
Grupo 21: Ana Laura Pádua de Queiroz, Débora Stevaux, Isabella Marinelli, Letícia Orciuolo, Juliana Mendonça, Thais Nascimento, Marcelo Souza Almeida
Sobrevivência empresarial
Grupo 25: Bruno Baruffaldi Pereira
Analfabetismo
Grupo 37: Henrique Barbosa
Mulheres no mercado de trabalho
Grupo 42: João Paulo M. Ferreira
Gestão de risco
Grupo 48: Lucas Hanashiro de Mello
Transporte
Grupo 54: Tomás Gonçalves Pereira
Gastos com saúde
3JOB
Grupo 2: Ana Carolina Vazzola, Beatriz Petrone, Chames Oliveira, Julia Braun, Larissa Mendes, Livia Martins, Marina Rappa
Varejo
Grupo 6: Bruno Calió, Bruno Eduardo Núñez, Guilherme Torres, Gustavo Ruban, Marco Luiz Netto, Otávio Corsini, Renan Soares
Construção civil
Grupo 10: Camila Gregori, Daniel Lopes, Giulia Bressani, Maria Clara Moreira, Isabella Faria
Preço ao produtor
Grupo 14: André Valente, Isabella Faria, Natalia Melo, Nicolaos Garófalo, Talita Mônaco
Safra
Grupo 18: Ana Carolina Gama, Ana Carolina Lazarini, Joana Borges, Luiza Donatelli, Mariana Dib
PIB
Grupo 22: João Gabriel Hidalgo, Daniela Rial, Sergio Arenillas, Isabela Yu
Concentração urbana
Grupo 26: Ana Paula Canhedo
Aquisição de leite
Grupo 30: Caroline Meneses
TV por assinatura
Grupo 34: Francisco Loureiro
Ponte aérea
Grupo 38: Lívia Ascava
Viagens urbanas
3JOC
Grupo 3: Camila Senna, Camila Sanches, Bruna Hara, Juliana Yamaoka
Abate
Grupo 7: Karina Morais, Kelly Miyashiro, Mathias Duncan, Natalia Petroni, Talyta Vespa, Tamires Rodrigues
Renda domiciliar
Grupo 11: Mariana Ramos, Mariana Zancanaro, Raphaele Palaro, Thaís Lopes
IPCA agregado de 2014
Grupo 15: Ana Clara Muner, Christiany Yamada, João André Fraga, José Maurício Besana, Laísa Dall'agnol, Olga Bagatini, Victor La Regina
Insegurança alimentar
Grupo 19: Dâmaris Dellova, Davi Sant'Ana, Gabriel Monteiro, Livia Albuquerque, Juliana Milan, Teresa Espallargas
Acesso à universidade
Grupo 23: Alessandra Petraglia, André Dominguez, Arissa Oda, Heloisa Aun, Julia Muller, Nathalia Gorga
Produção florestal
Grupo 27: Marina Criscuolo, Sarah Mota Resende, Ingrid Yurie, Juliana Mezzaroba, Francielen Mariotto, Mariana Guimarães, Fernanda Figueiredo
Empreendedorismo
Grupo 31: Beatriz Albertoni, Giulia Vidale, Lígia Neves, Luanna Martins, Paula Forster
Indústria de transformação no PIB
Grupo 35: Natália Antunes, Caio Sini, Letícia Drewanz, Nicolle Guimarães
Consumo de álcool
3JOD
Grupo 4: Beatriz Falcão, Kaique Lopreto, Mauricio Gaspar, Michelle Pedace, Teo Cury
Casamento de cônjuges de mesmo sexo
Grupo 8: Andressa Lelli, Eduardo Marques, Heloísa D'Angelo, Luca Basílio, Sean Farinha, Mariana Agati
Esperança de vida
Grupo 12: Kenya Sade, Marina Braga, Matheus Luiz, Natália Freitas
Entidades sociais privadas
Grupo 16: Beatriz Plácido Recco, Joyce Rocha Gomes, Marcela Mandim, Nathalie Valim
Economia dos serviços
Grupo 20: Bárbara Roncada, Fernanda Lima, Jéssica Sole, Giulia Araújo, Marina Borges, Natália Belafronte, Nicole Fusco
Concentração do PIB
Grupo 24: Iago Garcia Garcia, Daniel Dieb, Leonardo Pinto, Vinicius Rodrigues, Vinicius Custodio, Bruno Luiz Escudero, Theo Chacon
Gênero
Grupo 28: Caroline Poltronieri, Giovanna Pinheiro, Juliana Queissada, Lanna Dogo, Letícia Sabbag, Vivian Ayime Shintate
Comércio
Grupo 32: Ana Júlia Gennari
Aglomeração urbana
Grupo 36: Beatriz Campilongo, Nathalia Ruiz, Flavia P. Araújo, Karolina Almeida, Rafaela Diedrich, Rúbia Sousa, Sabrina Laranjeira
Fome
Grupo 39: Fernanda Matricardi
Fome e compra fiado
Grupo 43: Giselle Porto
Famílias sem filho
Grupo 55: Victor Hugo Onofre
Doenças crônicas
Grupo 56: Wilson Vicentim
Geração nem-nem
O que vem abaixo é a listagem de grupos, de acordo com a turma, e, abaixo de cada grupo, o tema (que é um link) sobre o qual o grupo deve trabalhar. As matérias às vezes vão abordar mais de um tema, então foquem no tema que lhes foi designado.
Tomo a liberdade de que plágio em trabalho universitário é considerado indício de improbidade acadêmica. Se eu identificar alguma parte do trabalho como indevidamente copiada de outra fonte, a nota do trabalho (de todo o grupo) será zero (com eventual correção para uma nota justa, após investigação, daqueles que não tiverem responsabilidade) e comunicarei a Coordenadoria de Jornalismo para encaminhamentos administrativos. Para saber mais sobre plágio olhem a referência no plano de aula.
Publico os temas com um dia de antecedência para que consigamos -- se houver algum problema -- resolver tudo rápido, para que não percam tempo. Verifique que: (1) você está no grupo que me enviou; (2) o link que destinei a seu grupo abre sem problema. Não hesite em me escrever se houver algum problema -- como explicado nas instruções do trabalho, pessoas que não enviaram seus grupos a tempo fazem o trabalho individualmente.
Boa sorte!
3JOA
Grupo 1: André Cáceres, Bruna Meneguetti, Érica Carnevalli, Gabriella Aparecida, Joanna Cataldo, Marcel Rúbio, Octavio Milliet
Taxa de desocupação
Grupo 5: Amanda Martins, Júlia Ishikawa, Leticia Gerola, Natalia Sena, Vitória Vaccari, Geovana Mantovani
Produção industrial
Grupo 9: Marcela Araújo Attie, Marcos Vieira Ribeiro, Maria Carolina Rinaldi Venâncio, Rodolfo Paes Vicentini
Internet domiciliar
Grupo 13: Ana Beatriz, Beatriz Malheiros, Daniela Demori, Jennifer Detlinger, Marina Gabai, Mariana Nogueira, Mariane Monteiro
IPCA
Grupo 17: Ana Carolina Ferraz, Mariana Canhisares, Fábio Castro, José Felipe Adorno, Stephanie Vapsys, Natália Tomé Scalzaretto
Serviços
Grupo 21: Ana Laura Pádua de Queiroz, Débora Stevaux, Isabella Marinelli, Letícia Orciuolo, Juliana Mendonça, Thais Nascimento, Marcelo Souza Almeida
Sobrevivência empresarial
Grupo 25: Bruno Baruffaldi Pereira
Analfabetismo
Grupo 37: Henrique Barbosa
Mulheres no mercado de trabalho
Grupo 42: João Paulo M. Ferreira
Gestão de risco
Grupo 48: Lucas Hanashiro de Mello
Transporte
Grupo 54: Tomás Gonçalves Pereira
Gastos com saúde
3JOB
Grupo 2: Ana Carolina Vazzola, Beatriz Petrone, Chames Oliveira, Julia Braun, Larissa Mendes, Livia Martins, Marina Rappa
Varejo
Grupo 6: Bruno Calió, Bruno Eduardo Núñez, Guilherme Torres, Gustavo Ruban, Marco Luiz Netto, Otávio Corsini, Renan Soares
Construção civil
Grupo 10: Camila Gregori, Daniel Lopes, Giulia Bressani, Maria Clara Moreira, Isabella Faria
Preço ao produtor
Grupo 14: André Valente, Isabella Faria, Natalia Melo, Nicolaos Garófalo, Talita Mônaco
Safra
Grupo 18: Ana Carolina Gama, Ana Carolina Lazarini, Joana Borges, Luiza Donatelli, Mariana Dib
PIB
Grupo 22: João Gabriel Hidalgo, Daniela Rial, Sergio Arenillas, Isabela Yu
Concentração urbana
Grupo 26: Ana Paula Canhedo
Aquisição de leite
Grupo 30: Caroline Meneses
TV por assinatura
Grupo 34: Francisco Loureiro
Ponte aérea
Grupo 38: Lívia Ascava
Viagens urbanas
3JOC
Grupo 3: Camila Senna, Camila Sanches, Bruna Hara, Juliana Yamaoka
Abate
Grupo 7: Karina Morais, Kelly Miyashiro, Mathias Duncan, Natalia Petroni, Talyta Vespa, Tamires Rodrigues
Renda domiciliar
Grupo 11: Mariana Ramos, Mariana Zancanaro, Raphaele Palaro, Thaís Lopes
IPCA agregado de 2014
Grupo 15: Ana Clara Muner, Christiany Yamada, João André Fraga, José Maurício Besana, Laísa Dall'agnol, Olga Bagatini, Victor La Regina
Insegurança alimentar
Grupo 19: Dâmaris Dellova, Davi Sant'Ana, Gabriel Monteiro, Livia Albuquerque, Juliana Milan, Teresa Espallargas
Acesso à universidade
Grupo 23: Alessandra Petraglia, André Dominguez, Arissa Oda, Heloisa Aun, Julia Muller, Nathalia Gorga
Produção florestal
Grupo 27: Marina Criscuolo, Sarah Mota Resende, Ingrid Yurie, Juliana Mezzaroba, Francielen Mariotto, Mariana Guimarães, Fernanda Figueiredo
Empreendedorismo
Grupo 31: Beatriz Albertoni, Giulia Vidale, Lígia Neves, Luanna Martins, Paula Forster
Indústria de transformação no PIB
Grupo 35: Natália Antunes, Caio Sini, Letícia Drewanz, Nicolle Guimarães
Consumo de álcool
3JOD
Grupo 4: Beatriz Falcão, Kaique Lopreto, Mauricio Gaspar, Michelle Pedace, Teo Cury
Casamento de cônjuges de mesmo sexo
Grupo 8: Andressa Lelli, Eduardo Marques, Heloísa D'Angelo, Luca Basílio, Sean Farinha, Mariana Agati
Esperança de vida
Grupo 12: Kenya Sade, Marina Braga, Matheus Luiz, Natália Freitas
Entidades sociais privadas
Grupo 16: Beatriz Plácido Recco, Joyce Rocha Gomes, Marcela Mandim, Nathalie Valim
Economia dos serviços
Grupo 20: Bárbara Roncada, Fernanda Lima, Jéssica Sole, Giulia Araújo, Marina Borges, Natália Belafronte, Nicole Fusco
Concentração do PIB
Grupo 24: Iago Garcia Garcia, Daniel Dieb, Leonardo Pinto, Vinicius Rodrigues, Vinicius Custodio, Bruno Luiz Escudero, Theo Chacon
Gênero
Grupo 28: Caroline Poltronieri, Giovanna Pinheiro, Juliana Queissada, Lanna Dogo, Letícia Sabbag, Vivian Ayime Shintate
Comércio
Grupo 32: Ana Júlia Gennari
Aglomeração urbana
Grupo 36: Beatriz Campilongo, Nathalia Ruiz, Flavia P. Araújo, Karolina Almeida, Rafaela Diedrich, Rúbia Sousa, Sabrina Laranjeira
Fome
Grupo 39: Fernanda Matricardi
Fome e compra fiado
Grupo 43: Giselle Porto
Famílias sem filho
Grupo 55: Victor Hugo Onofre
Doenças crônicas
Grupo 56: Wilson Vicentim
Geração nem-nem
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Slides da aula de 21 e 22 de maio
Caras/os, estamos atrasados, como podem perceber. Só cobrimos parte da aula de hoje -- a inserção da temática dos dados está nos obrigando a cobrir o material em duas aulas, geralmente. Assim, dos slides que vão aqui só vimos uma pequena parte. Vemos o resto na semana que vem. Abraço!
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Leitura para 21-22 de maio
Na terceira aula da seção sobre democracia, vamos analisar mais a fundo o funcionamento do regime tido como seu oposto, a ditadura. Para isso, leremos um célebre texto do exímio cientista social Fernando Henrique Cardoso que se indaga justamente sobre as bases de sustentação e estabilidade do regime de exceção. O texto está no link abaixo:
http://www.cebrap.org.br/v1/upload/biblioteca_virtual/o_regime_politico_brasileiro.pdf
Em caso de dúvida ou problema, entrem em contato comigo: japeschanski_at_casperlibero.edu.br
http://www.cebrap.org.br/v1/upload/biblioteca_virtual/o_regime_politico_brasileiro.pdf
Em caso de dúvida ou problema, entrem em contato comigo: japeschanski_at_casperlibero.edu.br
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Aula de 14-15 de maio
Aqui vão os slides da aula 2 sobre democracia. Têm:
-- continuação de aula sobre Schumpeter
-- primeira aula sobre "dados"
-- aula sobre Przeworski
Não se esqueçam de ver as instruções sobre o trabalho bimestral.
-- continuação de aula sobre Schumpeter
-- primeira aula sobre "dados"
-- aula sobre Przeworski
Não se esqueçam de ver as instruções sobre o trabalho bimestral.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Instruções para o trabalho bimestral
O trabalho do segundo bimestre pretende introduzi-los à descrição de dados. O que vem abaixo é um conjunto de instruções para a realização da tarefa.
O trabalho consiste na descrição de dados que tenham repercutido na mídia brasileira recente, a partir de estudos do IBGE. Trata-se da principal organização produtora de informações estatísticas no Brasil. O trabalho pode ser realizado em grupo ou de modo individual; a exigência nos dois casos é a mesma.
Os grupos para a realização deste trabalho podem contar com até sete pessoas. Não são aceitos grupos maiores, em qualquer hipótese.
Todos os integrantes do grupo devem necessariamente estar matriculados na mesma turma.
Enviem-me por correio eletrônico até 22 de maio (incluído) os integrantes de seu grupo -- um email por grupo. Todo correio eletrônico enviado fora do prazo será desconsiderado e todo estudante que não for incluído dentro de um grupo terá de cumprir a tarefa sozinho. Meu email é japeschanski@casperlibero.edu.br
No dia 25 de maio, publicarei no Blog os temas com os quais os grupos deverão trabalhar. O que repassarei são notícias veiculadas na mídia a partir de dados do IBGE. Encontrar a fonte original de dados é parte de seu trabalho. Notícias geralmente dão descrições parciais e superficiais de dados, assim que sua tarefa será, entre outros, tornar mais completa a descrição.
Todo trabalho deve conter pelo menos as seguintes partes, não necessariamente nessa ordem ou discriminadas tal qual o fiz abaixo:
1. Introdução
1.1. Apresentação da temática e de sua relevância
1.2. Apresentação do contexto em que dados que você trabalhou foram reportados na mídia e do impacto que tiveram
1.3. Eventuais questões que dados suscitam
2. Identificação de dados
2.1. Descrição da metodologia utilizada para a coleta dos dados
2.2. Análise de pontos fortes e fracos da metodologia de coleta de dados
3. Apresentação de variáveis
3.1. O que a pesquisa pretende avaliar
3.2. Quais as variáveis utilizadas, de que tipo de variáveis se trata
3.2. Em que medida as variáveis que são utilizadas dão conta de avaliar aquilo que se pretendia avaliar
4. Apresentação dos dados
4.1. Visualização dos dados em tabela
4.2. Descrição dos dados apresentados na tabela
4.2. Visualização dos dados por meio de infográfico (se não souber construir infográfico, apenas descreva aquilo que seria mais adequado e justifique sua escolha)
4.3. Descrição dos dados em infográfico
5. Avaliação
5.1. Discussão de impactos eventuais dos dados
5.2. Proposta de eventuais políticas que pudessem ter impacto nos dados
5.3. Levantamento sobre análises na mídia sobre esses dados (se houver)
5.4 Avaliação crítica de como os dados foram bem ou mal descritos na mídia, indicando exemplos de problemas de descrição (se houver)
6. Conclusão
6.1. Resumo do que foi realizado nas outras etapas do trabalho
6.2. Comentário sobre relação entre os dados descritos e as perspectivas democráticas no Brasil (a partir de leituras que foram desenvolvidas no segundo bimestre)
A divisão das tarefas dentro do grupo fica a critério do grupo, mas é exigido que, na entrega do trabalho, esteja discriminado o que cada estudante realizou no trabalho. Essa explanação deve ter pelo menos um parágrafo por estudante.
Prazo de entrega e nota
O prazo de entrega do trabalho é 18 de junho para quem for do noturno e 19 de junho para quem for do matutino. Não serão aceitos trabalhos fora do prazo, em qualquer hipótese. Recomenda-se vivamente que tenham concluído e enviado os trabalhos antes do prazo máximo, até para evitar estarem sobrecarregados no contexto da semana de provas.
A entrega do trabalho deve impreterivelmente ser feita em versão impressa. Não serão aceitos trabalhos enviados por correio eletrônico.
A prova será nos dias 18 e 19 de junho. A prova vale 2,5 dos 10 pontos máximos a serem atribuídos neste bimestre. A prova segue de modo geral o formato da do primeiro bimestre.
Nos dias 11 e 12 de junho, o período das aulas será utilizado para que os grupos discutam entre eles a realização do trabalho e estudantes que estejam realizando o trabalho de maneira individual avancem na preparação das tarefas. Dúvidas poderão ser tiradas comigo na ocasião. É aliás o último momento em que tirarei dúvidas sobre o trabalho, portanto venham preparados: reúnam-se e pensem antes desse encontro sobre as várias etapas do trabalho, pesquisem de antemão o caso que lhes coube, dividam responsabilidades etc.
A nota levará em conta o empenho e a seriedade na realização da tarefa, mais do que propriamente a apresentação de conclusões ambiciosas. Por ser um trabalho de descrição de dados, não se espera propriamente que os estudantes realizem uma análise aprofundada dos dados.
No roteiro apresentado acima cada parte equivale um ponto, a não ser a quarta parte que vale um ponto e meio. Vale também um ponto o documento descrevendo o que cada estudante realizou no trabalho. No total, a nota máxima atribuída neste trabalho é 7,5.
Proposta
O trabalho consiste na descrição de dados que tenham repercutido na mídia brasileira recente, a partir de estudos do IBGE. Trata-se da principal organização produtora de informações estatísticas no Brasil. O trabalho pode ser realizado em grupo ou de modo individual; a exigência nos dois casos é a mesma.
Organização dos grupos
Os grupos para a realização deste trabalho podem contar com até sete pessoas. Não são aceitos grupos maiores, em qualquer hipótese.
Todos os integrantes do grupo devem necessariamente estar matriculados na mesma turma.
Enviem-me por correio eletrônico até 22 de maio (incluído) os integrantes de seu grupo -- um email por grupo. Todo correio eletrônico enviado fora do prazo será desconsiderado e todo estudante que não for incluído dentro de um grupo terá de cumprir a tarefa sozinho. Meu email é japeschanski@casperlibero.edu.br
Tema de trabalho
No dia 25 de maio, publicarei no Blog os temas com os quais os grupos deverão trabalhar. O que repassarei são notícias veiculadas na mídia a partir de dados do IBGE. Encontrar a fonte original de dados é parte de seu trabalho. Notícias geralmente dão descrições parciais e superficiais de dados, assim que sua tarefa será, entre outros, tornar mais completa a descrição.
Roteiro
Todo trabalho deve conter pelo menos as seguintes partes, não necessariamente nessa ordem ou discriminadas tal qual o fiz abaixo:
1. Introdução
1.1. Apresentação da temática e de sua relevância
1.2. Apresentação do contexto em que dados que você trabalhou foram reportados na mídia e do impacto que tiveram
1.3. Eventuais questões que dados suscitam
2. Identificação de dados
2.1. Descrição da metodologia utilizada para a coleta dos dados
2.2. Análise de pontos fortes e fracos da metodologia de coleta de dados
3. Apresentação de variáveis
3.1. O que a pesquisa pretende avaliar
3.2. Quais as variáveis utilizadas, de que tipo de variáveis se trata
3.2. Em que medida as variáveis que são utilizadas dão conta de avaliar aquilo que se pretendia avaliar
4. Apresentação dos dados
4.1. Visualização dos dados em tabela
4.2. Descrição dos dados apresentados na tabela
4.2. Visualização dos dados por meio de infográfico (se não souber construir infográfico, apenas descreva aquilo que seria mais adequado e justifique sua escolha)
4.3. Descrição dos dados em infográfico
5. Avaliação
5.1. Discussão de impactos eventuais dos dados
5.2. Proposta de eventuais políticas que pudessem ter impacto nos dados
5.3. Levantamento sobre análises na mídia sobre esses dados (se houver)
5.4 Avaliação crítica de como os dados foram bem ou mal descritos na mídia, indicando exemplos de problemas de descrição (se houver)
6. Conclusão
6.1. Resumo do que foi realizado nas outras etapas do trabalho
6.2. Comentário sobre relação entre os dados descritos e as perspectivas democráticas no Brasil (a partir de leituras que foram desenvolvidas no segundo bimestre)
Divisão de tarefas
A divisão das tarefas dentro do grupo fica a critério do grupo, mas é exigido que, na entrega do trabalho, esteja discriminado o que cada estudante realizou no trabalho. Essa explanação deve ter pelo menos um parágrafo por estudante.
Prazo de entrega e nota
O prazo de entrega do trabalho é 18 de junho para quem for do noturno e 19 de junho para quem for do matutino. Não serão aceitos trabalhos fora do prazo, em qualquer hipótese. Recomenda-se vivamente que tenham concluído e enviado os trabalhos antes do prazo máximo, até para evitar estarem sobrecarregados no contexto da semana de provas.
A entrega do trabalho deve impreterivelmente ser feita em versão impressa. Não serão aceitos trabalhos enviados por correio eletrônico.
A prova será nos dias 18 e 19 de junho. A prova vale 2,5 dos 10 pontos máximos a serem atribuídos neste bimestre. A prova segue de modo geral o formato da do primeiro bimestre.
Nos dias 11 e 12 de junho, o período das aulas será utilizado para que os grupos discutam entre eles a realização do trabalho e estudantes que estejam realizando o trabalho de maneira individual avancem na preparação das tarefas. Dúvidas poderão ser tiradas comigo na ocasião. É aliás o último momento em que tirarei dúvidas sobre o trabalho, portanto venham preparados: reúnam-se e pensem antes desse encontro sobre as várias etapas do trabalho, pesquisem de antemão o caso que lhes coube, dividam responsabilidades etc.
A nota levará em conta o empenho e a seriedade na realização da tarefa, mais do que propriamente a apresentação de conclusões ambiciosas. Por ser um trabalho de descrição de dados, não se espera propriamente que os estudantes realizem uma análise aprofundada dos dados.
No roteiro apresentado acima cada parte equivale um ponto, a não ser a quarta parte que vale um ponto e meio. Vale também um ponto o documento descrevendo o que cada estudante realizou no trabalho. No total, a nota máxima atribuída neste trabalho é 7,5.
sábado, 9 de maio de 2015
Leitura para 14-15 de maio
A segunda leitura sobre democracia aborda os dilemas específicos que a disputa pelo voto em competições livres pelo governo colocam para partidos de esquerda, especialmente socialistas e comunistas. O autor do artigo, o cientista político Adam Przeworski, tem uma obra vastíssima, em que reúne preocupações de esquerda com métodos avançados de ciência política.
O texto que leremos, "A social-democracia como fenômeno histórico", está disponível no link abaixo:
http://www.scielo.br/pdf/ln/n15/a04n15.pdf (em PDF)
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64451988000200004 (hmtl)
Leiam, por favor, das páginas 41 a 64.
O texto que leremos, "A social-democracia como fenômeno histórico", está disponível no link abaixo:
http://www.scielo.br/pdf/ln/n15/a04n15.pdf (em PDF)
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64451988000200004 (hmtl)
Leiam, por favor, das páginas 41 a 64.
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Slides de 7-8 de maio
Nos slides aqui, iniciamos nossa discussão sobre democracia, a partir de uma perspectiva um pouco inesperada: pensar o governo onde o povo decide como um governo apropriado a garantir elites que mandem bem. Schumpeter é um pensador brilhante e, por mais que o texto dele tenha aspectos datados, como os elementos psicológicos, recomendo o conhecimento e o aprofundamento na perspectiva realista da política.
Também apresentei o cronograma de desenvolvimento de nosso trabalho sobre dados, que, a partir da semana que vem, ocupará parte de nossas aulas. Na semana que vem formaremos grupos. Quem faltar precisa me enviar um email para vermos uma solução para a colocação de um grupo.
Também apresentei o cronograma de desenvolvimento de nosso trabalho sobre dados, que, a partir da semana que vem, ocupará parte de nossas aulas. Na semana que vem formaremos grupos. Quem faltar precisa me enviar um email para vermos uma solução para a colocação de um grupo.
terça-feira, 28 de abril de 2015
Leitura para 7-8 de maio
A leitura de trechos de Capitalismo, socialismo e democracia, de Joseph Schumpeter, abre nossa seção do curso sobre democracia. Trata-se de um texto clássico, de um autor que de certo modo fundou ou pelo menos encorpou uma tradição de estudos sobre democracia, que poderíamos chamar de "elitista", numa linha conservadora bastante influenciada por Max Weber. Schumpeter foi um dos principais economistas do fim do século XIX e início do século XX, com escritos fundamentais sobre organizações políticas, inovação tecnológica, desenvolvimento e economia política. Esteve envolvido em grandes polêmicas com pensadores da tradição marxista, sempre de maneira respeitosa, sabendo reconhecer, mesmo criticamente, os fundamentos da argumentação das pessoas com quem debatia.
O trecho que selecionei para nossa leitura é forçosamente "datado", com alguns comentários sobre natureza humana que, para nós, "os de hoje", parecem sem sentido e erradas -- e provavelmente o são. Mas espero que consigam tirar da leitura aquilo que realmente importa, reconhecendo o fundamento daquilo que diz sobre o funcionamento das democracias nas sociedades modernas. É uma leitura no geral sombria, pessimista, mas muito "realista".
Na leitura, vejam os elementos com os quais ele descreve o que chama de teoria clássica da democracia e anotem os elementos principais da definição schumpeteriana, que será nosso ponto de partida para falar de democracia hoje em dia.
Para 7 e 8 de maio, por favor, leiam os capítulos "A doutrina clássica da democracia" e "Mais uma teoria da democracia", respectivamente os capítulos 21 (seções 1, 2 e 3) e 22 (seção 1), na parte IV, de Capitalismo, socialismo e democracia. O livro está disponível integralmente no link abaixo (e recomendo que, além dos trechos obrigatórios, leiam o máximo que puderem, pois é realmente um autor de uma clareza impressionante):
http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2013/01/Capitalismo-socialismo-e-democracia-Joseph-A.-Schumpeter.pdf
O trecho que selecionei para nossa leitura é forçosamente "datado", com alguns comentários sobre natureza humana que, para nós, "os de hoje", parecem sem sentido e erradas -- e provavelmente o são. Mas espero que consigam tirar da leitura aquilo que realmente importa, reconhecendo o fundamento daquilo que diz sobre o funcionamento das democracias nas sociedades modernas. É uma leitura no geral sombria, pessimista, mas muito "realista".
Na leitura, vejam os elementos com os quais ele descreve o que chama de teoria clássica da democracia e anotem os elementos principais da definição schumpeteriana, que será nosso ponto de partida para falar de democracia hoje em dia.
![]() |
| Joseph Schumpeter, em foto de 1940. Fonte: Wikimedia Commons. |
Para 7 e 8 de maio, por favor, leiam os capítulos "A doutrina clássica da democracia" e "Mais uma teoria da democracia", respectivamente os capítulos 21 (seções 1, 2 e 3) e 22 (seção 1), na parte IV, de Capitalismo, socialismo e democracia. O livro está disponível integralmente no link abaixo (e recomendo que, além dos trechos obrigatórios, leiam o máximo que puderem, pois é realmente um autor de uma clareza impressionante):
http://www.imil.org.br/wp-content/uploads/2013/01/Capitalismo-socialismo-e-democracia-Joseph-A.-Schumpeter.pdf
quinta-feira, 9 de abril de 2015
Slides da última aula antes da prova
Estão aqui os slides da última aula antes da prova bimestral. Fizemos uma revisão de pontos de estudo, além de ver a comparação entre Marx/Engels e Wright sobre perspectivas institucionais do socialismo. Bons estudos!
terça-feira, 7 de abril de 2015
Atividade da Coordenadoria de Jornalismo, dia 9, noturno
A pedido da Coordenadoria de Jornalismo, aviso que no dia 9, noturno, as turmas do noturno serão liberadas para participar do evento “A Turquia pós 17 de dezembro de 2013″. Ocorre a partir das 19h, no Teatro.
Por isso, mudei o calendário de aulas, que havia publicado no post anterior.
Em parceria com o Centro Cultural Brasil Turquia, na noite de 9 de abril de 2015 o Teatro Cásper Líbero será palco da 9ª edição do Ciclo de Palestras Experiências na Turquia, com o tema “A Turquia pós 17 de dezembro de 2013″.
Com a moderação da Professora Cilene Victor (Cásper Líbero), o bate-papo contará com as participações do Sr. Mustafa Göktepe (Presidente do Centro Cultural Brasil Turquia) e dos profissionais Kamil Ergin (Correspondente do Jornal Zaman), Luciana Constantino (Editora Executiva do Jornal Estadão) e Fabíola Ortiz (jornalista). Os convidados irão compartilhar suas percepções e experiências sobre a Turquia, bem como aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Leituras sobre socialismo e calendário de aulas do fim do bimestre consolidado
Neste fim de bimestre, vamos cair num pequeno descompasso entre o material visto no turno da manhã e da noite. Isso vai acarretar pequenas alterações no modo como vamos ver o resto do conteúdo do primeiro bimestre, sobre as instituições do capitalismo.
Dia 9 (noite): evento da Coordenadoria de Jornalismo
Dia 10 (manhã): aula sobre classes sociais e interesses materiais (aqui)
Dia 16 (noite): aula sobre alternativas ao capitalismo (leituras abaixo)
Dia 17 (manhã): aula sobre alternativas ao capitalismo (leituras abaixo)
Dia 23 (noite): prova bimestral
Dia 24 (manhã): prova bimestral
As duas principais mudanças aqui são a nova data da prova e, infelizmente, a eliminação da atividade sobre alternativas ao capitalismo, prevista no plano de aula, para o matutino.
As duas leituras para 9-17 de abril dizem respeito à organização de configurações institucionais alternativas. A leitura clássica, a seção "Proletários e comunistas", em Manifesto Comunista, coloca a visão clássica sobre o socialismo. Basicamente, pode-se dizer que, enquanto Marx e Engels fizeram um diagnóstico muito específico do modo de funcionamento do capitalismo, abriram mão de uma análise mais detalhada da alternativa. O que importava mais em sua perspectiva era identificar as potencialidades da classe trabalhadora que segundo eles levaria ao desmantelamento do capitalismo e como se daria a articulação entre trabalhadores e organizadores políticos, os comunistas. A leitura de Erik Olin Wright é diferente. Ele diagnostica a existência de relações de poder e de troca econômica não capitalistas no capitalismo e sugere que a alternativa "socialista" ao capitalismo depende em parte do empoderamento desses nichos alternativos dentro do capitalismo. Coloco o termo "socialismo" entre aspas, pois Wright tem uma definição própria do conceito, que tem marcadas diferenças com a noção clássica, que encontramos em Marx e Engels.
-- a seção "Proletários e comunistas", de Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels;
-- "Alternativas dentro e além do capitalismo: rumo a um socialismo social", de Erik Olin Wright, publicado na revista Teoria & Pesquisa e disponível aqui.
Em relação ao texto do Marx e do Engels, copio aquilo que disse na primeira vez que lemos texto desses autores.
Dia 9 (noite): evento da Coordenadoria de Jornalismo
Dia 10 (manhã): aula sobre classes sociais e interesses materiais (aqui)
Dia 16 (noite): aula sobre alternativas ao capitalismo (leituras abaixo)
Dia 17 (manhã): aula sobre alternativas ao capitalismo (leituras abaixo)
Dia 23 (noite): prova bimestral
Dia 24 (manhã): prova bimestral
As duas principais mudanças aqui são a nova data da prova e, infelizmente, a eliminação da atividade sobre alternativas ao capitalismo, prevista no plano de aula, para o matutino.
As duas leituras para 9-17 de abril dizem respeito à organização de configurações institucionais alternativas. A leitura clássica, a seção "Proletários e comunistas", em Manifesto Comunista, coloca a visão clássica sobre o socialismo. Basicamente, pode-se dizer que, enquanto Marx e Engels fizeram um diagnóstico muito específico do modo de funcionamento do capitalismo, abriram mão de uma análise mais detalhada da alternativa. O que importava mais em sua perspectiva era identificar as potencialidades da classe trabalhadora que segundo eles levaria ao desmantelamento do capitalismo e como se daria a articulação entre trabalhadores e organizadores políticos, os comunistas. A leitura de Erik Olin Wright é diferente. Ele diagnostica a existência de relações de poder e de troca econômica não capitalistas no capitalismo e sugere que a alternativa "socialista" ao capitalismo depende em parte do empoderamento desses nichos alternativos dentro do capitalismo. Coloco o termo "socialismo" entre aspas, pois Wright tem uma definição própria do conceito, que tem marcadas diferenças com a noção clássica, que encontramos em Marx e Engels.
-- a seção "Proletários e comunistas", de Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels;
-- "Alternativas dentro e além do capitalismo: rumo a um socialismo social", de Erik Olin Wright, publicado na revista Teoria & Pesquisa e disponível aqui.
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| O sociólogo Erik Olin Wright em conferência na Alemanha. Fonte: Fundação Rosa Luxemburgo |
Em relação ao texto do Marx e do Engels, copio aquilo que disse na primeira vez que lemos texto desses autores.
A edição sugerida do Manifesto Comunista é a da Boitempo Editorial, organizada por Osvaldo Coggiola e traduzida por Álvaro Pina, originalmente publicada em 1998, com várias reimpressões. O livro pode ser adquirido aqui. O Manifesto Comunista é um livro clássico, de fundamental importância na tradição intelectual ocidental, e recomendo a compra da edição da Boitempo Editorial por ser uma versão cuidadosa e trazer textos de apoio úteis.
Para aqueles que preferirem não comprar o livro, há várias versões on-line em português, cuja qualidade não é garantida. Abaixo, três dessas versões.
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/manifestocomunista.pdf
http://www.pstu.org.br/sites/default/files/biblioteca/marx_engels_manifesto.pdf
http://www.marxists.org/portugues/marx/1848/ManifestoDoPartidoComunista/
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Slides da aula sobre classes (2 e 10 de abril)
Aqui estão os slides da aula sobre classes sociais.
Por favor, avisem-me por email: japeschanski@casperlibero.edu.br , se estiverem com problema para ver esse ou outro documento colocado no blog.
Até a semana que vem!
Por favor, avisem-me por email: japeschanski@casperlibero.edu.br , se estiverem com problema para ver esse ou outro documento colocado no blog.
Até a semana que vem!
sexta-feira, 27 de março de 2015
Leituras para aula de 2/4 e 10/4
Os textos para a aula sobre classes sociais e interesses materiais são possivelmente os mais difíceis com os quais trabalharemos no semestre. A noção de classe social é bastante controversa e no texto de minha autoria há uma abordagem específica, baseada na ideia de que classes se sustentam de maneira relacional, tendo como chave analítica e definidora o conceito de exploração. O texto de Offe e Wiesenthal é uma leitura exigente; o fio norteador para nossa aula é entender por que trabalhadores e donos dos meios de produção (capitalistas) enfrentam dilemas e dificuldades diferentes no momento de agirem em defesa de seus interesses. Se entendermos isso, teremos conseguido "provar" a relevância da análise de classe para dar conta de interações e estratégias sociais.
-- Claus Offe e Helmut Wiesenthal, Duas lógicas da ação coletiva, disponível aqui. Só precisam ler p. 61-71.
-- João Alexandre Peschanski e Daniel Bin, "Classes sociais e mercado de trabalho", disponível aqui.
Claus Offe é um pensador instigante, autor de uma obra monumental, versando sobre teoria política. Além desse escrito de grande influência que lemos para a aula sobre o capitalismo, eventualmente o leremos também sobre o Estado e o poder. Há obras dele disponíveis na biblioteca e recomendo vivamente a leitura a quem quiser aprofundar-se sobre a maneira como as relações econômicas têm impacto na política, especialmente quando as relações econômicas não são carcomidas por corrupções e desvios.
Copio abaixo trechos de um artigo que comenta os argumentos principais de Offe e Wiesenthal, no texto que temos para ler. No fim dos trechos, há um último parágrafo de minha autoria. O autor do artigo é Alvaro Bianchi, professor de Ciência Política da Unicamp, em sua contribuição crítica ao debate sobre ações econômicas “Empresários e ação coletiva: notas para um enforque relativo” (Revista de Sociologia e Política 28, 2007):
-- Claus Offe e Helmut Wiesenthal, Duas lógicas da ação coletiva, disponível aqui. Só precisam ler p. 61-71.
-- João Alexandre Peschanski e Daniel Bin, "Classes sociais e mercado de trabalho", disponível aqui.
Claus Offe é um pensador instigante, autor de uma obra monumental, versando sobre teoria política. Além desse escrito de grande influência que lemos para a aula sobre o capitalismo, eventualmente o leremos também sobre o Estado e o poder. Há obras dele disponíveis na biblioteca e recomendo vivamente a leitura a quem quiser aprofundar-se sobre a maneira como as relações econômicas têm impacto na política, especialmente quando as relações econômicas não são carcomidas por corrupções e desvios.
Copio abaixo trechos de um artigo que comenta os argumentos principais de Offe e Wiesenthal, no texto que temos para ler. No fim dos trechos, há um último parágrafo de minha autoria. O autor do artigo é Alvaro Bianchi, professor de Ciência Política da Unicamp, em sua contribuição crítica ao debate sobre ações econômicas “Empresários e ação coletiva: notas para um enforque relativo” (Revista de Sociologia e Política 28, 2007):
[...] esses autores rejeitam uma “teoria geral da ação coletiva”, destacando a necessidade de diferenciar as lógicas próprias de cada grupo social. [...] Para além das semelhanças formais entre associações de empresas e sindicatos operários, esses autores procurarão apontar a diferenciação de classe específicas dos respectivos tipos de fatores input (o que precisa ser organizado) e a natureza dos outputs (condições de sucesso estratégico que precisam ser alcançadas no meio ambiente das organizações).
[...] O capital tem como necessidade combinar o trabalho e os bens de capital, a fim de produzir mais-valia. Ambos os elementos consistem em trabalho social, mas, enquanto um é o resultado de trabalho passado (“trabalho morto”), o outro é força de trabalho como potência presente. Combinar este último, que não é separável dos portadores da força de trabalho, com os demais “fatores de produção” consiste no problema fundamental com o qual o capitalista tem de lidar.
Tal diferença está no fato de que o trabalho pode ser feito somente pelo trabalhador, apesar de ele “pertencer”, legalmente, ao capitalista. Cada trabalhador controla somente uma unidade de força de trabalho que a vende sob condições de concorrência com outros trabalhadores que fazem o mesmo. A força de trabalho viva é simultaneamente viva e não divisível (possui uma individualidade insuperável, na medida em que é “possuída” e controlada por indivíduos discretos). O capital, por sua vez, compreende muitas unidades de trabalho “morto” sob um comando unificado. [...] Não podendo fundir-se, os trabalhadores, no máximo, conseguem associar-se para compensar parcialmente a vantagem de poder do capital.
O que Offe e Wiesenthal mostram é que atores econômicos, dependendo de suas classes, podem ter diferentes qualidades – “essências”, segundo Bianchi –, o que afeta seus interesses e capacidades. Há problemas diferentes para capitalistas e trabalhadores na compreensão de seus interesses materiais. Para os capitalistas, os interesses são evidentes, “a necessidade [de] combinar o trabalho e os bens de capital, a fim de produzir mais-valia”. Todo cálculo racional dos capitalistas segue, portanto, esse único critério, a maximização da produção de mais-valia. No caso dos trabalhadores, que “possu[em] uma individualidade insuperável, na medida em que é ‘possuída’ e controlada por indivíduos discretos”, há uma miríade de interesses, na medida em que “cada trabalhador controla somente uma unidade de força de trabalho”, que é “simultaneamente viva e não divisível”, e os trabalhadores precisam desenvolver canais de comunicação para chegar à compreensão de seu interesse material como um coletivo. Os trabalhadores só conseguem agir, pelo menos inicialmente, quando superam o estágio do egoísmo e cooperam, estabelecem formas de solidariedade, dialogam. Do mesmo modo, as capacidades de luta de capitalistas e trabalhadores diferem: os primeiros precisam apenas mobilizar recursos financeiros para tentar maximizar seus interesses; os segundos precisam mobilizar pessoas, como o que ocorre em greves, o que cria toda sorte de dilemas variados, já que, em muitos casos, isso envolve riscos aos que participam de lutas em defesa dos interesses dos trabalhadores.
Quando os mais fracos têm vez: a interação estratégica entre um líder fraco e oponentes fortes, o caso do Haiti
No artigo neste link aqui (em inglês), utilizo os insights da teoria da escolha racional para entender a consolidação do poder do ditador haitiano François Duvalier, no Haiti, nos anos 1960 e 1970. A questão que me coloco é: como foi possível que um político que não era poderoso, pelo menos não tanto quanto a soma de poder de seus oponentes, que controlavam setores importantes do exército, foi capaz de vencer seus oponentes e estabelecer um regime autoritário centralizador? Por que os oponentes não colaboraram e o eliminaram antes, se ele era uma ameaça?
Vocês verão que há toda uma discussão matemática (formal) envolvida para indicar a probabilidade de jogadores não colaborarem quando estão ameaçados, mesmo quando a colaboração é a única forma possível de vencer o jogo. As regras do jogo estratégico aqui levam em consideração duas características que não encontramos no Dilema do Prisioneiro, tornando-o de certo modo um jogo menos simples: um ambiente onde as informações são incertas e há sequências de ações (jogador 1 tem a primeira rodada, daí é a vez do jogador 2).
Abaixo, a representação formal desse jogo estratégico, no formato conhecido como "jogo estendido".
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